Thiago Namem, de 28 anos, conseguiu sair pela janela do carro depois do acidente. Ele não teve nenhum arranhão. Seu veículo ficou destruído, virado de rodas para cima e prensado debaixo de um caminhão.
"Saí desesperado e fui agradecer a Deus".
Esta foi a primeira coisa que o empresário Thiago Namem, de 28 anos, fez ao perceber que estava vivo e sem ferimentos, depois de conseguir sair pela janela do carro que estava prensado por um caminhão e virado com as rodas para cima. O grave acidente de trânsito envolveu seis veículos, na tarde desta sexta-feira (5), na descida do Anel Rodoviário, no bairro Betânia, na Região Oeste de Belo Horizonte.
O motorista contou que viu um caminhão descendo desgovernado pelo retrovisor do veículo.
"Olhei no retrovisor e vi um caminhão azul vindo de lado, meio tombado, vi que ia bater, mas não tinha lugar para desviar. Segurei firme no volante e tirei o pé do freio. Fechei o olho, travei o corpo e deixei o carro descer ", contou Thiago.
Ele ainda disse que tudo aconteceu "muito rápido" e que sentiu o carro capotando e batendo no caminhão da frente.
"Quando senti que o carro parou, eu saí rastejando pela janela, que estava aberta. Saí desesperado e agradeci a Deus. Meu carro foi completamente destruído. Eu nasci de novo", disse Thiago.
Mesmo com o impacto causado pela batida, Thiago saiu ileso sem nenhum arranhão.
"Depois do susto, liguei para minha família avisando que estava tudo bem. Todos estão felizes agora", comemorou.
O desastre aconteceu na pista sentido Vitória (ES), que foi totalmente interditada. Às 12h25, havia dois quilômetros de fila e, às 12h39, uma faixa foi liberada. Às 13h40, o trânsito foi totalmente liberado e serragem foi jogada em parte da pista para evitar derrapagens.
Uma ambulância da concessionária Via 040 atendeu uma pessoa com ferimentos leves. A vítima, um dos motoristas, foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Barreiro, no bairro Diamante.
Segundo a Polícia Militar, assim que receber alta, ele terá que prestar esclarecimentos, já que não tem habilitação.
Um caminhoneiro machucou o nariz, mas não precisou ser levado a uma unidade de saúde.
"A pista estava molhada no momento. Mais do que uma pista de rolamento que é o Anel Rodoviário, com seis quilômetros de declive, é necessária a conscientização do condutor", disse o tenente Pedro Henrique Barreiros, que esteve no local do acidente.
Todos os seis motoristas envolvidos no acidente fizeram o teste do bafômetro, mas não foi detectado sinais de embriaguez em nenhum deles.

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