O presidente Jair
Bolsonaro disse neste sábado (26) que não se sente pressionado
pelo fato de outros países já terem começado a vacinar sua população contra a
Covid-19. Ele disse que não dá “bola para isso”.
Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado se o fato
de outros países terem começado a imunizar suas populações poderia gerar uma
pressão sobre o governo brasileiro.
Na América Latina, o México, o Chile e a Costa
Rica iniciaram a vacinação contra a Covid-19 na quinta-feira (24). No mesmo
dia, um carregamento de 300 mil vacinas Sputnik V, de produção russa, chegou à Argentina. O lote
permitirá ao país iniciar em breve uma campanha de imunização.
"Ninguém me pressiona pra nada, eu não dou bola para
isso. É razão, razoabilidade, é responsabilidade com o povo, você não pode
aplicar qualquer coisa no povo", afirmou o presidente.
Bolsonaro disse também que assinou uma medida provisória
para comprar vacinas, mas que os imunizantes precisam de autorização da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem comprados.
O presidente falou ainda que os laboratórios fabricantes
das vacinas não se responsabilizam por eventuais efeitos colaterais do produto.
"Em tudo que eu vi até agora, em vacina que poderão
ser disponíveis, tem uma cláusula que diz o seguinte: eles não se
responsabilizam por qualquer efeito colateral", declarou o presidente.
As falas foram dadas na manhã deste sábado (26) durante
um passeio que o presidente fez por Brasília. Bolsonaro não utilizou máscaras
durante todo o trajeto. Ele cumprimentou pessoas e entrou em estabelecimentos.
O presidente começou o passeio no bairro Cruzeiro Velho.
Ele foi em uma casa lotérica e depois a uma padaria, onde tomou café. Depois o
presidente se dirigiu a um clube no Setor Militar Urbano. Na sequência o
presidente foi a uma papelaria no Setor Gráfico de Brasília. De lá, seguiu para
um local conhecido como "Rua das Motos", no Sudoeste.

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