Candidato a vice-prefeito de cidade da mata norte é vítima de atentado e tem carro atingido por tiros
Um candidato a vice-prefeito no município de Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco,
sofreu um atentado, na madrugada desta segunda-feira (9). Diogo Prado (PSC), de 36 anos, foi vítima de uma tentativa
de homicídio na BR-408, em Paudalho, na mesma região. Pelo menos seis
tiros atingiram o veículo em que ele estava. O caso está sendo investigado pela
Delegacia de Paudalho.
O crime ocorreu quando Diogo Prado trafegava
indo de Carpina ao Recife e parou para abastecer num posto de
combustíveis.
"Eu
costumo sair de Carpina no domingo, dormir no Recife e, pela manhã, volto.
Quando terminei de abastecer, um caminhão estava na faixa da esquerda. Esperei
ele passar e, logo em seguida, vi outro carro, que também foi para essa faixa e
ficou ao lado do meu. Escutei um barulho de algo estilhaçando, mas pensei que
uma pedra tinha batido no para-brisa.
Percebi que era uma investida quando o carro
me trancou no acostamento", disse Diogo Prado.
A
vítima informou que, no carro, foram encontradas, ao menos, seis marcas de
tiro. O veículo, por ser blindado, não chegou a ter o vidro quebrado pelos
tiros.
"Eu dei ré, girei na BR e pedi ajuda no
posto em que abasteci. Não fui atingido pelos tiros, mas fomos à Unidade de
Pronto Atendimento de Paudalho porque estava com a pressão alta e uma dor de
cabeça muito forte. Amanhã, o carro vai ser periciado e vamos acompanhar de
perto as investigações", declarou a vítima.
Para
Diogo Prado, a motivação política não está clara, mas pode ser uma das
hipóteses para o ocorrido.
"Eu não tenho inimigos, nunca tive
atrito que pudesse ser alguma motivação. Mas estou me expondo muito nesse
período, tenho feito denúncias e me identificado como autor. Temos uma política
muito intimidatória em Carpina, não é difícil irmos numa campanha e ter gente
armada, atirando para cima para nos acoar. Dia desses, num restaurante,
identifiquei que fui seguido, fui alertado que tinha um carro com atitude
suspeita", disse.
A Polícia Civil afirmou que "ao final das investigações, o relatório conclusivo será remetido pela autoridade policial".
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