Deficientes enfrentam dificuldades para ocupar vagas de trabalho reservadas por lei


As agências de trabalho de Pernambuco ofereceram, este ano, 750 vagas de emprego para pessoas com deficiência. Desse total, no entanto, apenas 350 foram preenchidas. O número mostra a dificuldade de conseguir uma ocupação formal para quem não consegue se locomover, ouvir e enxergar bem ou tem outro problema, mesmo com a determinação legal. (Veja vídeo acima)

De acordo com as leis em vigor no Brasil, há 28 anos, a cota de contratação de pessoas com deficiência varia de acordo com o tamanho da empresa. Em uma firma que tem até 200 funcionários, é preciso ter 2% de deficientes, por exemplo.

A empresa com até 500 pessoas precisa adotar a cota de 3% de deficientes, enquanto as firmas com mais de 1001 trabalhadores devem ter 5% de pessoas com deficiência.

Mesmo com as regras determinadas, muitas empresas descumprem a determinação, dificultando o acesso de deficientes ao mercado de trabalho. As firmas alegam que falta qualificação e que a oferta de vagas é maior do que a demanda.

Há também o problema de pessoas que recebem benefícios dos governos e não querem perder dinheiro, caso consigam empregos formais, de acordo com as empresas.

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